09/08/2011
06/08/2011
O Amor é importante, porra!
Não existe amor em SP
Um labirinto mistico
Onde os grafites gritam
Não dá pra descrever
Numa linda frase
De um postal tão doce
Cuidado com doce
São Paulo é um buquê
Buquês são flores mortas
Num lindo arranjo
Arranjo lindo feito pra você
Não existe amor em SP
Os bares estão cheios de almas tão vazias
A ganância vibra, a vaidade excita
Devolva minha vida e morra afogada em seu próprio mar de fel
Aqui ninguém vai pro céu
Não precisa morrer pra ver Deus
Não precisa sofrer pra saber o que é melhor pra você
Encontro duas nuvens em cada escombro, em cada esquina
Me dê um gole de vida
Não precisa morrer pra ver Deus
29/07/2011
Você não é corrupto?
Essa é uma pequena lista que recebi via e-mai, com alguns hábitos cotidianos dos brasileiros, hábitos que são qualificados como práticas corruptas... interessante, pra você que duvida que corrupção não é apenas coisa de políticos...
- Coloca nome em trabalho que não fez.
- Coloca nome de colega que faltou em lista de presença.
- Paga para alguém fazer seus trabalhos.
- Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas.
- Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas.
- Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração.
- Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, e até dentadura.
- Fala no celular enquanto dirige.
- Usa o telefone da empresa onde trabalha para ligar para o celular dos amigos (me dá um toque que eu retorno...) - assim o amigo não gasta nada.
- Trafega pela direita nos acostamentos num congestionamento.
- Para em filas duplas, triplas, em frente às escolas.
- Viola a lei do silêncio.
- Dirige após consumir bebida alcoólica.
- Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas.
- Espalha churrasqueira, mesas, nas calçadas.
- Pega atestado médico sem estar doente, só para faltar ao trabalho.
- Faz "gato " de luz, de água e de tv a cabo.
- Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado, muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos.
- Compra recibo para abater na declaração de renda para pagar menos imposto.
- Muda a cor da pele para ingressar na universidade através do sistema de cotas.
- Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10, pede nota fiscal de 20.
- Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes.
- Estaciona em vagas exclusivas para deficientes.
- Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se
- fosse pouco rodado.
- Compra produtos pirata com a plena consciência de que são pirata.
- Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca.
- Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da roleta do ônibus, sem pagar passagem.
- Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA.
- Frequenta os caça-níqueis e faz uma fezinha no jogo de bicho.
- Leva das empresas onde trabalha, pequenos objetos, como clipes, envelopes, canetas, lápis... como se isso não fosse roubo.
- Comercializa os vales-transporte e vales-refeição que recebe das empresas onde trabalha.
- Falsifica tudo, tudo mesmo... só não falsifica aquilo que ainda não foi inventado.
- Quando volta do exterior, nunca diz a verdade quando o fiscal aduaneiro pergunta o que traz na bagagem.
- Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes não devolve.
20/07/2011
Sobre prostituição
Ótimo minidocumentário sobre prostituição:
Veio da produção desse clipe:
Rua Augusta - E.M.I.C.I.D.A.
As maquiagem forte esconde os hematoma na alma
Fumando calma ela observa os faróis que vem e vão
Viver em vão, os que vem e não te tem
São, se necessário, homem de bem, fujão
Que não aguentou ser solitário
A mesma grana que compra o sexo, mata o amor
Traz a felicidade, também chama o rancor
As madruga que testemunha, vermelho sangue na unha
Sem nome, várias alcunha
Dentro da bolça de punho
Garota propaganda da cidade fria em seus caminhos
Um milhão de seres, um milhão de seres sozinho
Sonha como se não vivesse
Vive se perguntando por que que não morre
Mistura lágrima e suor no corre
Conta dinheiro no banco do passageiro e só
Que vira leite pro filho ou 15 gramas de pó
Foda-se se é erro, quem fez o certo foi Jesus
E cês agradeceram como? Pregando ele numa cruz
Cortando as hora com um casaco de vison
No olho a cor tá combinando com o batom
Atenta nas buzina ela vai pelo som
Escrevendo sua história com neon
Piscando Motel, às vezes falha
Autodidata aprimora o estilo enquanto trabalha
E se flagra chorando em frente ao espelho
Bola mais um, acende, puxa, disfarça seu olho vermelho
Volta, seu novo amor tá de partida
Ele espera acabar a noite, ela espera acaba a vida
Cada cigarro leva um ano de sofrimento
Ela manda um maço e de novo tá pronta pro arrebento
Ri com os traveco no breu, com o fumo que a rua deu
Entra no carro se lembrando das amigas que morreu
Sampa, pra quem vem de fora é uma beleza
Mas a única coisa que todos têm aqui, é certeza
Seu pai só reclamava, enquanto trampava ela dormia
Isso não deixava a vida nos conforme, pra se redimir
Ela vaga todas as madruga, aí
Fazendo um din como pode enquanto ele dorme.
Cortando as hora com um casaco de vison
No olho a cor tá combinando com o batom
Atenta nas buzina ela vai pelo som
Escrevendo sua história com neon
Aí
A vizinhança, réu, com um mar de juiz, papel
Afago pra lá, infeliz, mais um trago, miss
Com sorte, passaporte, América do Norte, please
Europa, diz ?ah, um sonho?, quis
Assassinada por um rato num motel barato
Agoniza na cama, drama, estatística, fato
Um nóia sujo, advogado, bêbado, confuso
Pai de família, pastor com a fé em desuso
Matilha de dois, onde homem grande é vilão
Cliente frio, produto sem coração
Corpo marcado, cicatriz de gado
Ao relento, vai pra coleção de sofrimento
Princesa dos esgoto sujo, seio novo sobre o bojo
Virgem em solo inimigo, nojo
Esperança triste, adubo do sonho da infância pura
Buscando em si se isso ainda existe
Cortando as hora com um casaco de vison
No olho a cor tá combinando com o batom
Atenta nas buzina ela vai pelo som
Escrevendo sua história com neon
Veio da produção desse clipe:
Rua Augusta - E.M.I.C.I.D.A.
As maquiagem forte esconde os hematoma na alma
Fumando calma ela observa os faróis que vem e vão
Viver em vão, os que vem e não te tem
São, se necessário, homem de bem, fujão
Que não aguentou ser solitário
A mesma grana que compra o sexo, mata o amor
Traz a felicidade, também chama o rancor
As madruga que testemunha, vermelho sangue na unha
Sem nome, várias alcunha
Dentro da bolça de punho
Garota propaganda da cidade fria em seus caminhos
Um milhão de seres, um milhão de seres sozinho
Sonha como se não vivesse
Vive se perguntando por que que não morre
Mistura lágrima e suor no corre
Conta dinheiro no banco do passageiro e só
Que vira leite pro filho ou 15 gramas de pó
Foda-se se é erro, quem fez o certo foi Jesus
E cês agradeceram como? Pregando ele numa cruz
Cortando as hora com um casaco de vison
No olho a cor tá combinando com o batom
Atenta nas buzina ela vai pelo som
Escrevendo sua história com neon
Piscando Motel, às vezes falha
Autodidata aprimora o estilo enquanto trabalha
E se flagra chorando em frente ao espelho
Bola mais um, acende, puxa, disfarça seu olho vermelho
Volta, seu novo amor tá de partida
Ele espera acabar a noite, ela espera acaba a vida
Cada cigarro leva um ano de sofrimento
Ela manda um maço e de novo tá pronta pro arrebento
Ri com os traveco no breu, com o fumo que a rua deu
Entra no carro se lembrando das amigas que morreu
Sampa, pra quem vem de fora é uma beleza
Mas a única coisa que todos têm aqui, é certeza
Seu pai só reclamava, enquanto trampava ela dormia
Isso não deixava a vida nos conforme, pra se redimir
Ela vaga todas as madruga, aí
Fazendo um din como pode enquanto ele dorme.
Cortando as hora com um casaco de vison
No olho a cor tá combinando com o batom
Atenta nas buzina ela vai pelo som
Escrevendo sua história com neon
Aí
A vizinhança, réu, com um mar de juiz, papel
Afago pra lá, infeliz, mais um trago, miss
Com sorte, passaporte, América do Norte, please
Europa, diz ?ah, um sonho?, quis
Assassinada por um rato num motel barato
Agoniza na cama, drama, estatística, fato
Um nóia sujo, advogado, bêbado, confuso
Pai de família, pastor com a fé em desuso
Matilha de dois, onde homem grande é vilão
Cliente frio, produto sem coração
Corpo marcado, cicatriz de gado
Ao relento, vai pra coleção de sofrimento
Princesa dos esgoto sujo, seio novo sobre o bojo
Virgem em solo inimigo, nojo
Esperança triste, adubo do sonho da infância pura
Buscando em si se isso ainda existe
Cortando as hora com um casaco de vison
No olho a cor tá combinando com o batom
Atenta nas buzina ela vai pelo som
Escrevendo sua história com neon
18/07/2011
15/07/2011
Origens [Drops - Tevez]
"Ninguém se atreve a tocar na minha velha"
"Em nenhum outro lugar existe mais humanidade do que na villa. Se não fosse pelo futebol eu teria terminado como muitas crianças do bairro. Estaria morto, preso, jogado na rua, drogado. Ninguém nasce para ser cachorro, e toda esta desigualdade faz com que muitas crianças comecem a roubar. Na pobreza é difícil viver. Os meios de comunicação informam sem saber o que acontece em nossos bairros, eles não poderiam viver nem dois anos como nó vivemos. Apesar de estudarem nas melhores escolas, nós somos muito mais fortes em nosso interior – destacou."
Carlos Tevez, jogador de futebol, sobre suas origens.
Extraído dessa reportagem.
13/07/2011
Mãos dadas [Drops: Carlos Drummond de Andrade]
Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.
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