Um homem foi morto.
Pessoas comemoram a morte de um único homem, como se o bode expiatório fosse o suficiente para aliviar toda a dor, e todas as mazelas do mundo. Como se tudo o que fez, sentiu, viveu pudesse ser apagado com um banal ato de violência.
Como se não fosse homem. Como se não houvessem pessoas que o amavam, que precisavam dele.
Como se todos os erros fossem apagados pelo disparo de um tiro. Como se a morte fosse uma punição limpa. Como se perdoar não fosse necessário, como tantos foram executados... vivo, era bandeira, morto passou a ser mártir.
É o maior exemplo de amor. amo-te pela sua existência, de tal maneira, que a sua existência justifica a minha barbárie. É assim que a legião, torpe, comemora.
Eu te amo, por isso, vou explodir a sua escola.
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